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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Dama de Branco

ROMANCE SOBRENATURAL


Segredos Perigosos...

O'Banyon é o Cão Irlandês, um alvo inatingível para as mais secretas fantasias das damas da sociedade.
Porém, ele só tem olhos para uma delas, a encantadora condessa que está sempre vestida de branco...
Há algo naquela jovem, algo forte e misterioso, que o atrai como um ímã.
E ele precisa ter aquela mulher nos braços...
Antoinette Desbonnet sabe que tem muito a temer daquele desconhecido lindo e sedutor, mesmo sem saber que ele foi um guerreiro invencível no passado... e que agora é um homem amaldiçoado, que carrega um lobo dentro de si.
Ele desperta nela um desejo profundo, ao qual ela tenta resistir, pois precisa preservar também os próprios segredos...

Sobre a Autora,
"Lois Greiman criou um herói maravilhoso e uma heroína especial numa história ousada, sensual, excitante e original, o que já seria esperado de uma autora como ela. É um romance que aborda uma outra dimensão, com magia e muitas surpresas, e que vai encantar as leitoras."
Leitoras:
"Em A Dama de Branco, Lois Greiman acertou outra vez! Intriga, magia, personagens bem caracterizados, uma trama muito boa. Os aspectos sombrios da história são contrabalançados pelo charme e senso de humor do herói."

Capítulo Um

Londres, 1818
Mulheres. Nairn O'Banyon adorava cada centímetro delas. Amava olhar para elas, tocar, ouvir e provar. Apreciava o modo como pensavam, riam e o fitavam com o canto dos olhos, os longos cílios semiabaixados.
Naquele exato momento, duas delas o fitavam.
Podia senti-las, mesmo estando de costas. E pelo espelho à frente via que uma era jovem, a outra um pouco mais velha. Ambas adoráveis, apesar de diferentes na aparência.
— Sir O'Banyon? — chamou a mais velha.
Ele virou-se ao ouvir o próprio nome e não ficou desapontado. O perfume doce chegou até suas narinas.
— Sim, milady — respondeu com um cumprimento.
A cauda de seu paletó marrom tocava o cano de suas botas, e os botões de marfim em seu colete brilhavam.
A seu ver, era uma moda ridícula, e de nada serviria em um campo de batalha, mas de qualquer forma a calça apertada modelava os músculos das coxas e, embora o punho de sua antiga adaga roçasse suas costas, jamais se separava dela pois, de acordo com sua experiência, não havia melhor amiga que a velha adaga, à qual ele chamava de MacGill.
As damas se aproximaram, a barra dos vestidos deslizando no chão, as sombrinhas abertas e cheias de rendas.
Ao longo dos muitos anos em que O'Banyon vivera, a moda mudara, mas não a essência feminina. O roçar de sedas e cetins de encontro à pele de uma mulher sempre o fazia estremecer.
A mais velha das duas damas, Cecilia Murray, endereçou-lhe um sorriso provocante.
— Todos sentimos sua falta no baile de lorde Bayberry ontem, senhor.
Ela usava um vestido cor de menta vaporoso, que evidenciava as formas de seu corpo, o decote exibindo a curva dos seios muito alvos.
Dominando a excitação, O'Banyon respondeu:
— Então deverei me ausentar mais vezes para que uma menina tão bonita sinta a minha falta.
— Menina? — retrucou ela, rindo, mas com as faces vermelhas e o olhar brilhante. — O senhor é um galanteador.
— Sim, sou irlandês e levamos as moças muito a sério.
Ela levou a mão ao seio, e O'Banyon aguçou os sentidos.
Nesse momento, a dama mais jovem deu um passo à frente.
— É um prazer conhecê-lo, senhor — disse, estendendo a mão. — Sou Rosanna Rutledge. Tia Ceci me falou sobre o senhor várias vezes.
O'Banyon nunca era rude com as mulheres, e estendeu a mão também. Os dedos da jovem eram macios, e seu perfume doce e intenso.
— Então estou em desvantagem — murmurou, inclinando-se e beijando-lhe os dedos.
Imagens eróticas surgiram diante de seus olhos; corpos macios e curvilíneos, seios fartos, pernas entrelaçadas.
Sua cama na casa que alugara na cidade era larga o suficiente para três pessoas, mas havia problemas...
Largando a mão de Rosanna, deu um passo atrás, afastando aquele tipo de pensamento.
— Desvantagem? — repetiu ela.
— Sim, porque não sei se devo negar tudo que sua tia lhe contou a meu respeito ou se devo dizer que é verdade.
A moça inclinou a cabeça para um lado.
— Disse que é o homem mais fascinante de Londres.
— Verdade?
— Sim.— Bem — O’Banyon voltou-se para Cecília -, então parece que devo concordar e dizer que é verdade, por mais que minha modéstia me peça para negar.